Adeildo Costa: ex-mendigo expulso de casa por aceitar a Cristo

11/12/2008 12:16

Esse que vos fala, aos 13 anos de idade, por aceitar Jesus como salvador, por confessar a fé numa cidade pequena no norte-nordeste do país, por nome de Maranhão, meu pai um homem rico homem farto. Na época minha mãe me deixou eu tinha seis anos de idade, perdi um campeonato de artes marciais, meu sonho era ser um jogador profissional de futebol, queria imigrar no time Esporte Clube do Recife, que foi o time que Pastor Giovan defendeu uma época hoje defende a bandeira da fé Jesus!
Cheguei em casa por que aceitei Jesus, me batizou com o Espírito Santo na mesma noite. Meu pai não admitia eu chegar na frente da igreja... Não era justo, ele não gostava de crente... meu pai queria ver um diabo e não queria ver um crente... Chamava crente de bode, louco, doido... Os irmãos iam fazer culto nas casas ele pegava uma espingarda calibre 12 colocava sal nos cartuchos e atirava. Tinha crente que pegava a caixinha de som, a corneta e saia correndo. Teve um dia que ele foi fazer isso, um irmão por nome de Manassés deu uma olhada, estendeu a mão para ele e disse:
- O senhor é dono da sua casa, da rua e da cidade é Jesus!
Quando cheguei em casa e disse:
- Sou crente! Olhou pra mim disse:
- Não, você está sorrindo, você ganhou o campeonato?
- Não ganhei não...
- Você não está enganando seu pai?
- Não estou enganando não!
- Então por que você está sorrindo?
- É que sou crente agora!
Passei por frente da igreja, me colocaram dentro, por que quando o irmão diácono da igreja estava pregando Mateus 11:28, começou a pregar, vi literalmente não preciso inventar: um homem de branco, uma asa do lado, a metade de um ser que balançava a asa (chamando). Quando dobrei o joelho na frente do altar chorando ele olhou pra mim disse:
- Moço! Jesus vai te batizar!
Dois jovens estavam do meu lado e perguntei:
- Quem é esse homem com a asa grande?
Eles olharam e disseram:
- Não tem nenhuma asa aqui...
O pregador disse:
- Estou descansando nas asas do Onipotente, agora!
Você crê em milagre? “Receba o batismo!” rajei língua... Cheguei em casa igual uma “toyotinha” ainda alegre... Me controlando... Meu pai disse:
- Você é crente?
- Sou...
- Tem certeza? Da igreja dos bodes?
- Sou!
Ok, isso amadureceu. Disse:
- Você tem 30 dias pra decidir: ou decide, ou vai embora.
Jamais imaginei que seria expulso da minha casa. Mas Pastor Giovan é nordestino como sou sabe muito bem: o “cabra” do agreste quando pensa em tomar uma decisão não volta atrás. Cheguei em casa depois de um culto de jovens, minha madrasta olhou pra mim falou pra ele:
- Vai deixar ele crente dentro de casa? (Ele era espírita...).
- Se for pra ele ficar dentro de casa, pegue a roupa dele, tudo o que tem e jogue pra fora.
- Você vai ser crente?
- Vou pai.
- Vai ficar na igreja? Dou tudo o que você quiser se me disser que não fica na igreja!
- Vou pai... Não quero deixar Jesus... Ele me batizou com o Espírito Santo...
Mas aí foi tarde... Pegou o que eu tinha colocou dentro de uma mochila, foi na porta, jogou na rua, e disse:
- Se for pra você ser crente, saia fora de casa. Não volte!
Peguei minha mochila coloquei nas costas fui até o centro da cidade onde tinha um rapaz que fazia carga de transporte de mercado de cidade em cidade do interior. Eu disse:
- Ta indo pra onde?
- Pros interiores.
- Me leva?
Chegou em Maceió abandonei ele. Fui terminar na Bahia, fiquei seis meses. Procurei igreja a igreja não me deu a mão... Por que tem igreja que vive só de “fachada”: procurei uma noite para dormir a igreja não me deixou entrar. Procurei pão para comer ninguém me dava. Meu cabelo cresceu... Você sabe que meu cabelo não é tão bom... Quando cresceu ficou “black power” desse tamanho (grande)... Minhas unhas cresceram. Peguei uma carona com um caminhoneiro, disse:
- Ó, minha irmã mora em São Paulo: ajudo você a descarregar a carga, mas quero que me deixe lá.
- Ta bom, te levo.
Chegou no centro de São Paulo no viaduto do Armênia me desembarcou e disse:
- Não precisa descarregar a carga: vejo que você é um solitário. O centro de São Paulo é isso aí. Está procurando sua irmã?
- Estou.
- Vá atrás, lá você pergunta.
Cheguei no centro de São Paulo, viaduto do Chá, Praça da Sé, pensei que São Paulo era isso aqui (pequena)... Uma cidade que na época tinha 14 milhões de habitantes...
Não achava minha irmã, fui mendigar: pede pão aqui, pede pão ali, come pão cá... Comecei sentir solidão de família, por que filho sem mãe realmente sofre muito, quem é que não quer ter uma mãe? Fui levado pra FEBEM duas vezes, fugi! Na época de Paulo Maluf, por que nunca fiz mal a ninguém, nunca usei droga, nunca fumei maconha, nunca coloquei um cigarro na minha boca, nunca coloquei uma bebida alcoólica na minha boca... Ia pedir comida nos restaurantes, quando sobrava às 3 horas da tarde me davam, quando não sobrava tinha de passar um dia inteiro sem comer ou ir no latão de lixo pra arrancar do lixo e comer o que tinha! Não tenho vergonha de dizer pro senhor que comi casca de banana... Não tenho vergonha de dizer pra senhora que comi pedaço de sanduíche mascado e azedo... Naquela época queria ter pelo menos um ovo na minha boca e não tinha... Queria ter um pedaço de doce e não tinha... Tudo tem um preço Pastor... Ninguém chega na vida por acaso: se estou aqui hoje é por que paguei um preço caro... Sempre digo pra Deus “Deus se Tu quer bater em alguém deixa ele passar fome”. Sabe Pastor Takayama a fome dói, machuca, deixa a gente humilde, tira o orgulho, deixa a gente lá na lona. Não achei minha irmã durante três anos. Sabe o restaurante na entrada da Praça da Sé? Os cantores todo mundo conhece ali, né? Naquele barzinho que até hoje está lá, sempre pedia comida ali era ali que pedia! Teve um belo dia que pedi comida para um irmão, tinha um irmão que trabalhava lá sempre me dava comida, disse:
- Ó o irmão me dava comida.
Esse irmão pegou folga, entrou outro irmão para cobrir a folga dele, eram 3:40, cheguei pra ele disse:
- Moço, me dá um pouco de comida!
Olhou pra mim, por que todo mundo que vê mendigo imagina que é ladrão, todo mundo acha que quem ta na rua é bandido, matador, marginal e não é! É alguém que tá esperando você estender a mão para re-ser recuperado, é só isso que ele quer! Aquele rapaz olhou pra mim disse:
- Você é um ladrão!
- Não sou ladrão, por que todo mundo me chama de ladrão? Não tenho mãe, não tenho pai, sou crente! Tenho um Novo Testamento cinza.
Mostrei para ele disse:
- Olhe aqui.
- Ah!... Todo mundo carrega a Bíblia... Até o diabo é crente... Também sou crente! Fica aí que vou lhe dar comida!
Não se assuste com o que vou lhe dizer. Passei por isso e não tenho vergonha de falar! Pra onde estou hoje não tenho um pingo de vergonha de falar! Ele trouxe o marmitex daqueles de alumínio brilhoso, colocou o resto de comida, encheu o peito! Escarrou na minha comida... Você tem do bom e do melhor, seu pai compra um bife que tem um pedacinho de gordura você joga! Sua mãe coloca um pedaço de carne que tem gordura você vira as costas pra ela, por quê?! Queria ter um pedaço de pão e não tinha... Hei mocinha! Hei jovem! Agradeça a Deus pelo pai que você tem, pela mãe que você tem, pela família que você tem: por que tem comido do bom e do melhor em cima da mesa!
Eu chorava, gemia e dizia:
- Deus... Será que vou morrer nesta vida? Será que vou morrer nesta vida, Deus?
Olhei praquele rapaz e disse:
- Você escarrou na minha comida, por que moço? Estou com fome...
- Ladrão como você tem que comer assim!
Como estava com dois dias de fome tirei o que ele fez, levantei pra cima e disse:
- Deus... Eu te dou graças... Se é isso que Tu tens pra mim eu te dou graças...
Eu chorava e dizia “nasci pra sofrer, minha mãe morreu... meu pai me abandonou... nasci pra sofrer?!”.
Jesus fez eu ganhar um colega na sarjeta por nome de Adriano: nós orávamos de madrugada, gemíamos de madrugada, cantávamos de madrugada, eu não neguei a fé!!! Ferido, machucado, quebrado! Mas eu não neguei a fé! Uma vez que você experimenta a dose do sangue do cordeiro você vicia! Não consegue largar a fé! Só quem crê levante a mão e dê glória ao nome do Senhor! Olhe pra pessoa que está do seu lado, diga pra ele: irmão custe o que custar, sofra, mas não se entregue: Deus está te vendo!
Teve uma noite de frio dando geada em São Paulo, o Adriano me abraçou e disse:
- Eu vou morrer!!!
- Nós não vamos morrer...
- Eu vou... Tô tremendo... Vou morrer...
Tem uma turma lá de Brasília daquele programa que passa na Bandeirantes de madrugada, não quero falar o nome: eles têm um instituto de ajudar crianças carentes; passam de madrugada nas avenidas e jogam e cobertores, roupas; param rápido com medo de ser assaltados. Mas quando você é mendigo novo, os “do pedaço”, os mais velhos; Pastor Júlio que já viveu a vida lá da “barra pesada” sabe como que é: o bandido mais velho não deixa o mais novo viver. Eles pegam o que a gente tem. Sabe o que é que eles davam pra nós pra não morrer de frio? Papelão e jornal... Eu queria ter seu cobertor! Deixa lhe fazer uma pergunta: você agrava Deus por tudo? Você tá feliz de estar aqui nos Gideões este ano? Quando foi de madrugada o Adriano se agarrou em mim tremendo; não sei se você quer acreditar, mas estou falando o que aconteceu, receba isto como experiência pra depois não dizer “Adeildo apareceu do vento nos Gideões”. Fui moído, quebrado, machucado, sofrido... Se você perguntar pra cada pregador desses tem uma história... Já viu quando Pastor Marco diz assim “pega o lenço pra chorar” e conta a história, como eu choro... Pastor Carvalho ano passado me fez chorar aqui... Cheguei aqui sem mala... Hoje tenho até bagageiro! Amém?! Quando nós pensávamos que íamos morrer ele disse:
- Adeildo! Adeildo!
- Pois não, que foi?!
- Tem um ferro de fogo do meu lado! Tá queimando, tá queimando, to pegando fogo!!! Acabou o frio não tenho mais frio!
Foi onde descobri que na Bíblia, lá em Israel, em 16 graus abaixo de zero a coluna de fogo se aproximava para ninguém morrer! Não vai morrer!!! Bata no peito e diga: “eu não vou morrer! Deus vai cumprir todas as promessas na minha vida!” levante as duas mãos abre a boca e dái glória ao nome do Cordeiro! Creia!!! Não morri!
Tinha ganhado uma fita e era o único pregador na época que conheci, foi esse aqui, fique em pé, por favor, meu Pastor: o senhor tinha pregado no Recife em 1986 quando uma surda-muda e cega enxergou... À tarde o senhor pregou Prepara-te ó Israel para te encontrar com o Senhor teu Deus, muito obrigado. Nós tínhamos um... Hoje é discman... É o walkman, né? Escutava a mensagem dele quando podia, chorava, falava língua, me alimentava. Teve um dia andando de manhã vi cartaz dele pra tudo quanto é lado no centro de São Paulo... Cartaz e mais cartaz: Pastor Hidekazo Takayama pregando no Belenzinho, cartaz e mais cartaz... Permita dizer estas palavras na minha simplicidade. Aí arregalei meus olhos e disse:
- Ih! Adriano... Eu quero conhecer esse japonês, ó é o da fita! Que pregou lá na minha cidade no Recife: abalou tudo! Nossa, eu quero conhecer ele!
Domingo à tarde, 4 horas, chego na Rua Conselheiro Cotegipe Belém, onde é minha casa. Rua lotada, todo mundo pra ver o Pastor Takayama, congresso de jovens. Quando fui entrar dois porteiros, que são porteiros lá até hoje, deram um tapa no peito, e disse:
- Aqui você não entra! Você é ladrão!
- Eu não sou!
Amém! Deus está falando aqui agora... Tá sentido a presença dEle?! Deputado Gilberto Nascimento meu amigo, companheiro, amigo do meu Pastor foi assim: não deixaram eu entrar. Disse:
- Deixa conhecer ele lá perto... Queria pegar na mão dele.
- Não, você vem roubar a igreja.
- Não sou ladrão, todo mundo me chama de ladrão, deixa eu ver o japonês...
- Você não entra!
Pegou pela camisa me jogou lá fora disse:
¬- Se quiser ver vê pelo telão, assista ele pregar aqui fora!
Baixei minha cabeça, a coloquei entre os joelhos comecei chorar... passou 20 minutos desceu uma moça, uma senhora e um menino de 12 anos de um Monza e ele disse:
- Mamãe, mamãe! Tem um mendigo na frente da igreja!
Ela empinou o nariz, e disse:
- Não chega perto dele que é pra não se contaminar.
É assim que algumas crentes são na igreja! Tu és pó, tu és cinza, teu corpo vai pra terra! Ser comido de bicho! Só somos alguma coisa por que Jesus está na nossa vida! Se tu crê levanta a mão e daí glória ao nome do Senhor!
Quando aquela senhora entrou eu desabei em lágrimas. Aquele menino correu, pôs a mão na minha cabeça e disse:
- Moço, não chora... Jesus vai te fazer um pregador do evangelho!
Parece que o Pastor Takayama me conhecia.... 30 minutos depois ele pregava e no final da mensagem ele dizia:
- Moço! Você que está na sarjeta! Sem pai, sem mãe, sem irmão! Deus não te abandonou... um dia você vai subir no altar onde eu estou! Vai pregar comigo! Vai andar comigo! Uma dia!!!
Pastor Reuel meu sonho se realizou… tô pregando hoje no maior congresso do mundo!
(Línguas Estranhas).
Escute que vou encerrar. Segura aí que vou terminar por favor. O bonito é agora. Quando foi pela manhã fui humilhado pra rua, chorei muito... eu e o Adriano orando de manhãzinha, Deus me usou pra ele pela primeira vez em profecia:
- Meu servo! Enviarei à tua (Deus usou minha boca e nem sabia o que era profecia) Tu ás de sair daqui (falando pra ele) e depois tirarei o próximo! (era eu).
Quando foi de manhã do dia seguinte parou o Monza, desceu Andréia, a mãe e o pai, eu e o Adriano enrolado no jornal, ela veio, tirou o jornal dele, tirou o meu disse “não, não é esse aqui não”, olhou pra ele olhou pra mãe e fez assim (sinal de positivo): “mãe, é esse o homem que vou casar com ele”, se você crê em milagre abra a boca e dái glória ao nome do Cordeiro.
Anos depois a igreja me acolheu, me casei.
Peguei minha esposa, minha filha, fui para o nordeste fazer a surpresa... depois de quase 10 anos... já tinha perdoado meu pai, já não tinha mais rancor... cheguei na porta da casa... desci do táxi... a mesma casinha, bati na janela, a porta abriu com a janela; minha madrasta estava na mesa conversando com ele; segundo meus irmãos dizem que todo dia quando ele almoçava falava na mesa quando os irmãos se reuniam:
- Matei meu filho mais novo... acabei com a vida do meu filho mais novo...
Ele pedia oração na igreja e dizia:
- Ah!... Ah! Quem dera se antes de morrer ele aparecesse para me perdoar... cadê meu filho?!
Quando abri a porta, que pisei a minha madrasta disse:
- Lorival! Lorival! Você não acredita quem entrou dentro de casa!
Só deu tempo de ele levantar, olhar e desmaiar. Corri, fui aos pés dele o levantei, ele levantou assustado desmaiou... foi aquele sacrifício, meus irmãos minhas irmãs reuniram todo mundo e vinha gritando na rua “ele ta vivo! Ele ta vivo! Ele ta vivo!!!”, quem tem promessa não morre! quem tem promessa não morre! Quem tem promessa... tu tem promessa jovem?! Tu tem promessa meu obreiro?! Tu tem promessa cantor?! Tu tem promessa pregador?! Tu tem promessa?! Pois adore ao nome de Jesus! A tua vitória ta chegando agora! agora! agora! agora! Já! Já! Já!!!
Beijei-o, sentou, bebeu água, respirou e disse:
- Eu não acredito, você ta vivo...
- Estou vivo meu pai!
- Quem é essa moça?
- É minha esposa.
- Quem é essa criança?
- É a sua neta...
Caiu de joelhos e disse:
- Me perdoa meu filho?
- Levante-se!
- Eu não era crente meu filho... mas agora seu papai é um crente salvo! Salvo! Salvo...
Peguei minha carta de recomendação, sai fazendo visita nas igrejas, quando foi à noite, disseram “o irmão Adeildo veio de São Paulo e vai pregar”. Todos meus irmãos, minha família, igual à história de José, todos juntos. Nenhum deles eram batizados com o Espírito Santo. Me lembro que preguei Reino Falido: Acabe e Jesabel. Acabei de pregar... quem não era batizado na minha casa... foi uma “sapecada” de fogo! Hoje estou pregando no maior Congresso de Missões do mundo, Gideões Missionários da Última Hora, levanto a bandeira da fé, digo pra Satanás:
- Eu e minha casa servimos ao Senhor! Eu e minha casa servimos ao Senhor! Eu e minha casa servimos ao Senhor! Eu e minha casa servimos ao Senhor! Eu e minha casa servimos ao Senhor!!!

Saiba mais no site do Pastor Adeildo Costa - http://www.adeildocosta.com.br

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